Naufraxio
Pois tí chamas; veño a que me digas
en qué recanto da ribeira certa
hei de atracar a voz distas cantigas,
si a mar está, coma unha cuncha, aberta.En balde esculcarás falas amigas,
agás a miña, que o teu corpo aperta
ceibámdote de afán, na roita incerta
onde levas sereas por aurigas.Mais se has seguir a virazón do vento
e non escoitas meu amante acento
nin fitas o ronsel dos meus ardores,vararei istes soños nunha praia,
e onde o levado mar pon súa raia
iránse asolagar nosos amores.(X. M. Álvarez Blázquez)
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Pois bem, depois de mais de 6 meses de olho nos posteres da Xunta de Galicia - que residiam pendurados nas paredes do Núcleo de Estudo de Galego da UFF -, enfim os possuo. Eu poderia ter roubado? Sim! Mas, não! Esperei e, pedi e, ganhei. Pronto, fim.
Desde de uma palestra acerca da norma “curta” do português onde, o professor Xoan Lagares, interviu falando do processo de construção da gramática galega ando meio tendencioso a ir embora para lá em algum momento da vida.
Em minhas palavras a coisa se deu assim: A Galícia não tinha uma gramática normativa logo, não tinha também, erros gramaticais (Ponto!). Daí, reuniram-se para decidir qual seria a forma “certa” de dizer determinadas coisas, tendo em vista que essa ou aquela palavra variava muito de um ponto a outro do país. Um dos critérios (e é aqui que eu me fico enamorado) foi: Palavra “tal” existe em 3 formas: A primeira forma parece muito com português; a segunda parece muito com espanhol, e a terceira meio que não parece muito nenhum dos dois. Esta fica como a “correta”!
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Pablito, um grande comparsa que vem daquelas terras e, que garante que lá eu cntrontro meia dúzia com o mesmo sobrenome que detenho (ok, tendo em vista que o patriarca veio de lá … ) , se animou muito para traduzir alguns contos para galego. Ao que eu respondi que não tenho nada que preste e ao que ele respondeu que quando passasse a galego viraria outra coisa e essa coisa, quem sabe, poderia prestar. Se ele pensa ser filósofo, acho que está no caminho certo, já que conhece a terra e entende muitíssimo de jardins (o que requer contemplação e paciênca, igredientes comuns aos filósofos). É claro que ele chegou a esses termos depois de uma Queimada, que se esticou até às 3 da manhã.
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Eu sempre quero comentar no seu blog, porque eu sempr eleio seus posts, mas eles são tão bonitos, inteligente, melancólicos, sei lá… que eu me acho burra e não consigo comentar. Enfim, eu ganhava posters de uma locadora perto de mi casa. Eu sempre os pedia… porque o dono da locadora certa vez disse que jogava tudo fora mesmo… pena que não eram dos meus filmes favoriiiitos, mas deu pra lançar um das Brumas de Avalon (o filme é uma merda, mas sou fã dos livros da Marion Zimmer Bradley) e um do “Memento” – que também nem é dos melhoooores filmes, mas enfim, era isso ou “Pânico”. Ahhhh, o do Advogado do Diabo eu queria mas carregaram na minha frente. Mó decepção. Hoje meu sonho é um pôster do Donnie Darko, tô meio ligada nessas paradas de Universo Tangente, viagem no tempo, projeção astral e pá…
Lay
Julho 1, 2009 em 10:38 pm
Recebi seu comentário com interrogações. Enquanto pensava se havia gostado ou odiado, me toquei de que deixei o link para que visitasse meu mundo, algo que nunca faço. Desconcertante. Por fim a nua sou eu.
Beijos
Jaqueline
Julho 3, 2009 em 12:43 am