7 Razões

Contos e Outras Mentiras

15. Meu nome é Ester

com 5 comentários

É o amor que torna a gente idiota ou só os cretinos se apaixonam? Eis aí um problema que minha longa prática de alcoviteira ainda não me permitiu resolver. Em todo caso, bem que gostaria de conhecer um casal – ou até uma pessoa apaixonada – que tenha se tornado mais inteligente, mais sensato e esperto do que era antes de se enfeitiçar. O que, em compensação, dou por certo é que não está verdadeiramente apaixonado quem não recorre às pequenas artimanhas, aos artifícios e ao embuste.

[...]

E ele então me pediu, dirigindo-me olhares de cortar o coração, para levar a carta que acabava de me entregar “o mais rápido possível”! Todos esses imbecis imaginam que o amor deles é uma urgência, que exige decisões rápidas; põem sua paixão em cima da mesa, de estalo, dando armas à crueldade do outro, o qual, se for esperto, saberá fazê-los mofar direitinho à espera da resposta. Moral: a pressa, num romance, retarda os frutos do amor.

Orhan Pamuk – Meu nome é Vermelho

Ao ler este trecho ontem, eu sorri, suspirei e pensei em voz alta: “Quanta verdade!”


[ ouvindo:   Alela Diane - White as Diamonds ]

Escrito por Antonio Hermida

Junho 28, 2009 às 11:04 pm

5 Respostas

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  1. OI,
    A primeira coisa com a qual não concordo é associar o amor à´paixão. A princípio, a paixão é o que aproxima as pessoas, seja paixão carnal, por uma causa ou idéias. Amor é o q mantém as pessoas juntas. Pixão ão é amor. Quando uma pessoa fica apaixonada não é regra q se torne idiota, mas sim suscetível. Quando a lenha da fogueira vai acabando, o casal tem q decidir se qr procurar outra lenha e lançar as cinzas ao vento, ou manter apenas o calor da brasa q resta e conservar o aroma do q foi consumido.

    Para uma pessoa madura, a paixão não é sinônimo de perdição, desde q se saiba o q se quer. Se a pessoa quer apenas aventura, e sabe disso, então será sempre assim. Se procura alguém para ser companheiro de casa, comida e cama, definitivamente, então sabe q precisa passar pela prova de fogo da paixão, seus riscos e medos, suas turbulências, para saber se vale a pena.

    Paixão não é Amor, mas mantém a consciência dos amantes q o corpo têm uma serventia sagrada e profana, ambas essenciais aos seres humanos. É o Anjo comn a espada de fogo na porta do Paraíso ou como a Esfinge, parada no caminho. “Decifra-me ou te devoro!!”

    Ebrael Shaddai

    Junho 29, 2009 em 12:58 am

  2. Inspirado hein? Me soa mais como recado ao mundo do que como análise do sentimento.

    JúlioX

    Junho 29, 2009 em 3:33 am

  3. Já eu não consigo concordar com essa insistente nomenclatura e separação. Amor, paixão..pouco importa.

    Livro maravilhoso..personagens maravilhosos..Ester é ÍDOLA.

    Sebastiana

    Junho 29, 2009 em 4:16 am

    • Separação?? Não há distinção das origens, mas dos seus efeitos. Amor e paixão, sentimentos igualmente humanos, mais que humanos, são naturais.
      Insisto, se vc observar, a distinção q faço concerne aos efeitos e nãoàs causas, q são as mesmas, a busca por felicidade, segurança, só q enquanto uma é a própria segurança, a outra é necessária para q esta possa ser atingida, pois tudo no mundo obtém seu valor pelo reconhecimento do q lhe é oposto. Só chegamos (pelo menos ainda é assim) à segurança do Amor quando passamos pelas dúvidas e convulsões da paixão, e vemos q isso não cabe em nossa vida por toda vida.

      Ebrael Shaddai

      Junho 30, 2009 em 1:57 am

  4. precisamos esvaziar os copos (…)

    perrenguenatrip

    Junho 30, 2009 em 3:18 pm


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