O incrível Hulk
Minha idéia original era falar sobre o Batman e seus conflitos de mentais, mas, justamente por conhecer um pouco da história do morcego, falarei do Hulk, que não conheço tão bem e acabei de ver o filme.
Aproveitando o tom verde da conversa, inicio com um adendo sobre John Stuart, lanterna verde.
“A máscara esconde as lágrimas, por isso, John não usa mais a dele” (Lanterna Verde – Renascimento – O retorno de Hal Jordan)
Agora sim, Hulk.
Fica muito claro no filme o que realmente é o Hulk. Não é um monstro destruidor consciente do que está fazendo. É o doutor o protagonista, e a luta mais difícil do filme é a dele contra seu antagonista, Hulk. Antes, eu tinha a idéia de que o Hulk era apenas a fúria sem freio, um caminhão cheio de explosivos e acelerado, estava enganado. Acredito que nós, somos motivados por nossas vontades, e os limites se dão por nossas limitações físicas, elas é que delimitam até onde podemos ir, criam nossos conceitos de certo e errado, mostram as conseqüências e reações de cada ação, primariamente. Mas como conter a sua vontade, se não existe limitação física? Se sua vontade de ir do ponto A ao B, pode ser superada simplesmente atravessando qualquer coisa que esteja no caminho e saindo ileso? Esse não chega a ser o maior drama do Hulk, ele não gosta de Bruce Banner, e este, por sua vez, não gosta do Hulk, basicamente, por um não ter controle sobre o outro e ainda assim serem o mesmo ser.
Banner se torna Hulk quando se agita demais, logo, o Hulk busca acima de tudo, paz, mas essa mesma paz, o mata, faz com que ele deixe de existir. Uma descrição ótima no filme foi do Banner dizendo sobre o que ele se lembrava da transformação: Algumas imagens, e um barulho insuportavelmente alto.
Não vou me demorar muito falando mais e mais, por que esses conflitos não acabam na simplicidade de uma explanação que eu, com meu vago conhecimento poderia alcançar aqui. A vontade sobre a razão, a paz durante o desespero, a luta constante pelo controle de suas próprias atitudes, tudo isso é perene aos seres humanos em algum nível. Minha impressão atual sobre o Hulk é que possivelmente ele é o mais humano, no que tange essas dualidades, dos personagens de quadrinhos.
Um resumão da tragetória do personagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hulk














Seu txt me lembra alguns monólogos de OZ, sobre Orfeu e o drama da vida dele.
=*
Roberta
Junho 15, 2008 em 10:55 pm
Muito bacana o filme. Fui ver com o Iuri no sábado.
Estava comentando sobre a essência do Hulk com minha mãe. Mas ela ficou mais empolgada com o final (que não vamos contar claro) do que com minhas xurumelas existenciais.
Enfim.
Renata
Junho 16, 2008 em 2:27 pm
Interessante essa sua reflexão sobre um “Paradoxo Existencial” do Hulk.
Um Abraço!
Smaily Prado
Julho 10, 2008 em 5:26 pm