Archive for Abril 2008
Papo Sério
Sobre o plágio de traduções nas publicações de livros de certas editoras, prejudicando os profissionais da área.
http://assinado-tradutores.blogspot.com/
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D…
review de “O diabo veste prada”
Foi exatamente assim que a coisa se deu. Logo, não tenho mérito nenhum por ter colocado isso no papel. Quem entende os sonhos afinal, certo?
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A feira
A calçada media algo perto de 3 metros de largura, e em suas suas extremidades duas pistas, duas mãos, ela, a calçada ficava no meio da rua.
As pessoas estavam sempre esperando os sinais se fecharem para atravessarem, mesmo não havendo carros, e os sinais, nunca brilhavam vermelhos, não que eu tivesse notado, as pessoas que aguardavam eram as mesmas.
Naquele corredor de 3 metros, que era essa larga calçada, funcionava uma espécie de mercado ao ar livre, uma feira que vendia toda sorte de sonhos, se estendia por 3 quilômetros, era a segunda vez em que eu passava por ali, e o sol estava alto e brilhante, embora a temperatura não passasse de agradáveis 23°.
Na primeira vez em que lá estive, conheci uma bela família, dava vontade de chorar, o amor entre eles era quase palpável, um jovem homem, uma jovem mulher e um rapazinho que não passava dos dois anos, essa minha primeira visita, onde os conheci foi na noite anterior, em um sonho. Conversamos bastante, e não foi estranho o fato de ele ter me reconhecido e acenado para mim. A feira estava sendo arrumada, e um outro sujeito montava sua barraca. Era a angústia personificada, não existe outro jeito de descrever aquilo, sua barraca era coberta por desenhos pretos, que ele alucinadamente pintava com um pedaço e de carvão, os detalhes eram pintados em vermelho, eu poderia arriscar que aquele vermelho sangue da tinta, era sangue de verdade. Só de olhar para ele sentia-se loucura, obsessão e agonia.
Ao acabar de pintar a barraca cochilou, mantendo apenas um dos olhos fechados, o que se mantinha aberto, era postiço, na frente de sua barraca lia-se: “Veja o diabo”, não havia preço fixado na inscrição. Quem reparasse nas pinturas e no gestual do homem, mesmo sem encará-lo, perceberia uma loucura que só poderia ter origem em alguma fossa demoníaca.
Alguns jovens passaram troçando do tal homem, e foi nesse instante que meu amigo recém conhecido cometeu um erro gravíssimo, olhou para ver o que era a barulhada e nesse instante os olhos dele e do homem se cruzaram. Foi por menos que um segundo, mas ele viu o demônio nos olhos do louco, que sacou uma faca e colocou-se à correr com um sorriso estampado na face. Não era um sorriso humano, nada nascido no mundo dos homens poderia ser tão demente e sinistro, e ele ria.
Tudo se passou em segundos, ao meu lado, ele catou o bebê de qualquer maneira e correu desesperadamente, a perseguição se deu início, eu estava com muito medo, e puxei uma cadeira que eu não havia notado, ou que muito provavelmente, não estava ali até o momento anterior e tentei atrasar o louco que agora ria sem mover os lábios, sem desfazer o sorriso demente. Ele atravessou a cadeira como se essa fosse feita de névoa, e continuou atrás do homem e do bebê. Eu corri como pude atrás, e em alguns segundos estava liderando a fila, parei, peguei uma vassoura encostada numa barraca qualquer. Quebrei sua base fazendo uma estaca, o medo me consumia, mas eu não queria ver aquela família destruída, assim que o homem e o bebê passaram por mim, coloquei-me entre eles e a faca, desferi o golpe.
Gosto de imaginar que pelo menos eu tenha atrasado o demônio, ou que ele tenha levado a mim com sua faca, no lugar do homem com o bebê. Mas fui cuspido da cama no momento em que a faca e o sorriso estavam a um segundo de mim.
a verdade está lá fora
Pois é gente amiga, se eu fosse um cara sincero todo domingo eu postaria: -Nunca mais vou beber.
Mas a verdade é que a verdade nunca foi o meu forte, e cada um tem que usar os dons que possui.
Se eu fosse ser sincero a coisa ia descambar pra fora da pista, como um opala fazendo uma curva fechada em dia de chuva com cada pneu mais careca que (pensando em um careca ilustre) (não estou funcionando bem, nomes não me vêem à cuca, acho que fritei meus miolos por aí)…
Mas se eu fosse ser sincero nessa terceira tentativa, eu falaria dos malefícios de ter pedaços (físicos ou não) espalhados por esse mundo. Imaginem como é ter o cérebro com uma pessoa, alma com outra e um pote de maionese no quintal guardando aquilo que impulsiona o sangue e tem um nome impronunciável. Imaginem o inventário de uma pessoa assim.
No mais, o blog anda um pouco abandonado, mas é temporário, em algum momento eu vou ter mais tempo para minhas loucuras. Puta merda, lembrei de uma agora, mas nem vou escrever nesse momento por que envolve facas e um maluco correndo atrás de pessoas. Ah, tem uma rapidinha.
Bebi um monte no sábado, e pela manhã eu estava com uma cruz de Santo Antonio com direito aos 3 votos(alguém vai pagar por isso, eu só preciso de um nome para agir, isso não se faz, votos nesse tipo de situação deveriam ser revogados), e os nós de cada voto não se desfazem de jeito nenhum.
Essas são as notícias do fronte, em breve algo mais relevante.
Vídeos incríveis do monte Everest
“Vamos dar um passeio no topo do mundo, de lá muita gente já caiu, diz aí, Coronel”
e=mc²
Pois é, segue-se agora, na minha opinião, o melhor post de cada categoria(em minha humilde opinião).
(Estou fazendo isso por que não me sinto criativo e só acabei de fazer um trabalho pra faculdade agora, meia hora antes de ter que me arrumar)
Contos – Escolhi esse, já que me deu prazer(o que é raro) em escrever, além do que a recepção foi boa.
http://7razoes.wordpress.com/2008/01/22/conto-ruim/
Amaldiçoado – Não carece de explicação.
http://7razoes.wordpress.com/2008/01/17/brasileiro/
Causos – Um dos melhores momentos pai e filho que já tive.
http://7razoes.wordpress.com/2007/07/09/causo-de-familia-motel/
Avulsos – Pior que o futuro sem roupa, família de gente maravilhosa essa minha.
http://7razoes.wordpress.com/2007/10/18/pior-que-o-futuro-sem-roupa/
Autores – Não podia deixar de ser meu mentor espiritual.
http://7razoes.wordpress.com/2007/04/12/coisas-da-vida/
Avulsos – 300
http://7razoes.wordpress.com/2007/04/20/frases-soltas/
Crônica – hmm, nada.
http://7razoes.wordpress.com/2008/02/21/harmonia-da-dissonancia/
Pedaços – Baseado em fatos e pessoas reais
http://7razoes.wordpress.com/2007/05/16/a-reuniao/
Traumas – Mamãe querida!
http://7razoes.wordpress.com/2007/05/13/tecnicas-da-dona-rose-para-entreter-os-filhos-1/
Relevante – Câncer
http://7razoes.wordpress.com/2007/04/20/cancer-de-mama/
Trilha sonora – Ia colocar o post do guns ou do ayreon, mas não seria justo não ressaltar isso
http://7razoes.wordpress.com/2007/12/04/classico/
Passou tempo o bastante pra eu me dirigir ao banho.
Adieu.












