Archive for Janeiro 2008
logs logs e logs
Andre: vou ligar o amsn aqui
Aramis: eu avisei
Andre: coisa horrorosa
Aramis: Andre: vou ligar o amsn aqui
Aramis: eu avisei
Andre: auhahuuahuauh
Aramis: não ligo para os recursos quero algo bonito
Andre: isso q eh prezar o conteudo!
Aramis: conteúdo é bom em garrafa
Andre: uahahuahuahuahuahuuhahuahuaahuahuahuahuahuahuahuahuahu
Andre: mijando de rir
(Alguém sabe me explicar o que houve com o template? Já testei post por post e funciona normal, removi as tralhas do lado, idem, e mudei de template e continua zoado… bem, coisas da vida)
Documentário sobre o “DIA D”
Dona Rose, minha amada mamãe me ligou perguntando se podia conversar comigo. Pessoalmente.
-Mãe, quando você inventa isso, vem chumbo grosso…
-HAHAHAAHA Claro que não, meu filho, estou vendendo o sítio e vou comprar uma casa na sua rua.
-Por que vc faz essas coisas, quer dizer, eu te amo, mãe, mas não vai dar certo, vc sabe como é… Desista disso.
-Está decidido, tem uma casa quase em frente a sua…
-Mãe, tenho que desligar.
(…)
-Papai, mamãe quer morar perto da minha casa.
-Eu ô sabendo, perto da minha também. Seremos todos vizinhos.
-Pai, isso não é engraçado, se o senhor quer alugar o meu pedaço do terreno, é só dizer, eu vou embora.
-Fabiano, eu saí da casa da sua mãe antes de você(DIVÓRCIO), quem vai embora sou eu…
Todos nos amamos, só não queremos viver sob o mesmo teto.
Brasileiro
Ontem no ponto de ônibus(indo para a região oceânica, onde mantenho moradia), um sujeito veio puxar assunto comigo, sobre a demora do ônibus. Que cara positivo. A sandália gasta, chapéu costurado, bermuda furada e sorriso com menos 2 dentes, aliás sorriso que ele exibia o tempo todo.
Um calor absurdo, 5 da tarde, e ele dizendo:
-Pois é, vou chegar na praia só às 6 para vender meus sacolés.
-Que coisa, essa demora, pior que te atrapalha, né?
-Nem tanto, com o horário de verão, só escurece pelas 8, mas vem chuva pro final de semana.
-Pois é, tem sido um costume.
-Mas aí eu vendo guarda-chuvas, e tá tudo bem.
-HAHAHA Isso é que ! E quando está nublado, o que você faz?
-Vendo biscoitos amanteigados.
-Você não existe, meu irmão, qual a sua graça?
-Antonio.
(eu começo a rir)
-O que foi?
-Meu nome também é Antonio, mas eu sou outro tipo de Antonio.
(E por aí vai. É por aí, a coisa)
easy come…easy go
Minha vida anda uma bagunça sem tamanho, por isso, o blog e as visitas rotineiras a galera que eu leio e comento andam escassas, nada pessoal. Feliz ano novo ![]()
Agora, depois dessa breve explicação, um pedaço de um conto que não acaba nunca, com meus protagonistas favoritos.
Os dois caminhavam sem rumo pelas ruas, era algo comum, um seguia o outro e nenhum deles era o guia, acabavam por desembocar no mar, sentar em algum banco, e durante o cigarro de Eric, o silêncio seria quebrado, era um roteiro que nunca havia sido ensaiado, e nunca erravam também. O clima estivera pesado com os acontecimentos fulminantes dos dias anteriores. Mundos estavam desmoronando, a vida é constituída de laços, entre o corpo e alma, entre almas, entre corpos. Eric não sabia o que dizer, normalmente não sabia mesmo, e não contentava-se apenas em mostrar seus olhos e sua expressão de “estou aqui”. Ele estava, Felipe também, e a mágica do tempo, alguns dias desde então tinham se passado. Eles podiam pensar e tentar falar sobre o que não podiam mudar, sobre as possibilidades que não haviam sido vislumbradas, no que poderia ter feito alguma diferença. Não estava nas mãos deles, agora não, mas os dois, achavam que podiam carregar o mundo, e às vezes, salva-lo. Não eram mais duas crianças, o estilo de vida que escolheram, ou para o qual, foram puxados, nunca permitiu que um olhasse pro outro com o mínimo de fragilidade infantil. Eles tinham uma morte nas costas, mas uma pessoa que não puderam salvar. Não era a primeira. Eric remetia sua mente a Mariana, que ele nunca foi capaz de achar, ou de deixar pra traz, sempre que lidava com algo que chamava de “derrota pessoal”, dava maior peso a essa primeira. Felipe tinha nesse momento, a mente turva como águas de agosto em uma tempestade, isso o desmontava por dentro sem que ele notasse, não estava tão preso ao passado como Eric, mas não enxergava seus pensamentos, ouvia apenas um grito em sua mente, um grito abafado, algo rugia dentro de seu peito, algo que queria tomar o controle.Ambos queriam sumir, cada um buscava um tipo de isolamento, mas eram elos um do outro, elos entre os mundos pelos quais transitavam. Eric não podia simplesmente largar tudo e procurar uma mulher que provavelmente não estava viva, ou não queria ser achada. Felipe não se sentia disposto para ir atrás de nada naquele momento, queria apenas que o vento do tempo soprasse sua face, e levasse a poeira acumulada embora, mas a poeira já fazia parte dos seus olhos, que escondiam uma alma antiga e desconfortável, que parecia se debater dentro do corpo. Os minutos se esticavam e pareciam horas sem fim. O tempo tinha laços rígidos, inquebráveis, a vida tinha uma teia que podia ser abalada com a chuva mais fina. Era um dia cinza, mais cinza que o normal, e o sol brilhava claro num céu limpo.
bush – swallowed











