7 Razões

Contos e Outras Mentiras

The tower knows who you are…

com 2 comentários

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Fumaça inserida artificialmente .

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So we could watch it all crumbling
She came on, like a light
And so softly she spoke
“You don’t, no you don’t know about
My dark life”.

And you think, you’re a guest
You’re a tourist at best
Peering into the corners of
My dark life

 

Foi mais ou menos como as coisas aconteceram uns poucos anos antes, Felipe acabara de sair de um relacionamento sem entender o por que do descarrilhamento do mesmo. Eric tentou ajudar mantendo uma certa distância do, até então, colega. Eric, pouco tempo depois levou o primeiro pé-na-bunda doloroso de sua vida, e foi parar na casa de Felipe desmoronando, sem nem saber com tinha chegado lá. A cena se repetiria agora, mas com uma amizade já estabelecida, e composta por um respeito mútuo e necessidade um do outro, que eles não sabiam explicar. Felipe se mostrava independente, Eric sabia se virar, mas segundo Felipe, ele tinha cara de alguém que não cuidava de si mesmo, o que Felipe justicava completando a frase com “por que você passa tempo demais cuidando de todo mundo”. Eric não via muita verdade na afirmação, mas de fato, tentava estar por perto. Avisou pra Felipe que estava indo pra casa dele, ele disse que seria bom, tinha duas coisas pra ele.
Eric chegou na casa de Felipe, que estava vazia, sem pais, sem paz. Tinha a chave, olhou pelo canto da janela ao ouvir um barulho de carro que reconheceu imediatamente. Viu Felipe se despedir de branca e vir com a uma caixa plástica usada para transporte de animais de pequeno porte. Ele a reconhecia bem, e o vulto branco nos buracos, não deixavam dúvidas, Lua. Ao encontrar a porta aberta, não havia surpresa, Eric estava jogado no sofá, com um boné que escondia o cabelo desgrenhado e oleoso que lhe caía levemente sobre os ombros, liso e mais escuro que o normal, os olhos castanhos escondidos pela sombra do boné, um esboço de sorriso nos lábios, que ocultavam os dentes.

-Antes de qualquer coisa, essa gata agora é sua, preciso de um anti-alérgico, e você de um banho, você sabe onde têm toalhas e qual a sua escova de dentes.

-Ok.

Eles não se questionavam muito sobre o que um considerava necessário para o outro.

Depois de 10 minutos, Eric retornou à sala, sem boné, e com um aspécto que já quase lembrava o de um ser humano. Felipe sorriu, e começou.

-Diz.
-Não tenho muito o que dizer, tirando que minha mãe detesta gatos, e essa gata vai ser uma prova viva dolorosa de coisas que eu não entendo.

-Não é só isso, tem esse envelope, coloquei a moeda dentro.

-Você leu?
-Mesmo sabendo que você não se importaria, preferi não ser o primeiro, mas não posso dizer o mesmo sobre Branca, não sei a quanto tempo está com ela, não que isso faça diferença, de qualquer jeito.

Eric mordia o lábio inferior enquanto lia, e retorcia os olhos.

-Alguma explicação?

-Nada novo.

-Você tem uma caixa de sapatos ?

-Algumas na parte de cima do armário à direita.

Eric tirou uma tampa e preparou um um banheiro pra gata.

Written by Antonio Hermida

Novembro 12, 2007 às 3:16 am

Publicado em avulsos, pedaços, textos

2 Respostas

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  1. Fui de link em link até que aqui cheguei.
    Dei uma rápida olhadela e gostei da forma de escrever, dos contos, do seu dia a dia.
    Pretendo voltar.
    Estou iniciando um blog tb, despretencioso.
    Nos esbarramos por ae.
    Um abraço

    Autor

    Novembro 15, 2007 em 2:59 am

  2. Gostei.
    A parte “do, até então, colega” me fez imaginar coisas rsrs
    Abraço.

    Daniel Henrique

    Novembro 15, 2007 em 12:00 pm


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