7 Razões

Contos e Outras Mentiras

Espírito de porco

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Gripe Suína

Gripe Suína

Tô andando com a máquina há dois dias para tirar essa foto, valeu a pena.

Written by Antonio Hermida

Julho 9, 2009 em 3:26 am

Vingador! Café para o Homem-Pássaro!

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Café e Juízo Final, por que não?

Written by Antonio Hermida

Julho 7, 2009 em 8:45 pm

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- Sono de Vigília -

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insomniaJá há mais de ano tenho grande dificuldade em conciliar o sono em minha cama. É como se a a mim fosse impossível relaxar em casa.

No início cri se tratar de não me sentir em casa, em casa alguma mas, apenas ontem, em conversa com amigo, pude elucidar a questão.

Estanho isso, de elucidar algo em meio a uma nebulosa angústia (que já me atormenta há semanas!),  lugar onde não é comum nem discernir os mais básicos pensamentos.
No entanto, foi o que se passou: compreendi que em casa(como outrora em casa de minha mãe) sempre estou à espera de alguém.

Me resta descobrir quem é e se, por ventura, virá antes que eu, de lá, parta.

Rabiscado em algum momento da semana.
Esqueci de dizer: trata-se de ficção.

[ ouvindo:   Belle And Sebastian - The Dream of Horses ]


Written by Antonio Hermida

Julho 5, 2009 em 9:49 pm

FESTLIP 2009 – Festiva de Teatro da Língua Portuguesa

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Entre 02 e 12 de julho, onze espetáculos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal se alternarão no Teatro Sesc Ginástico, Espaço SESC e Teatro Sesc Tijuca na 2ª. Edição do FESTLIP.

Toda programação tem entrada franca e se estende por outras áreas da cidade, como a Lapa, com o FESTLIPSHOW e o 00 Cozinha Contemporânea, que ganhará um cardápio inédito. Este ano o Troféu FESTLIP vai para o escritor  moçambicano Mia Couto.

www.festlip.com

Written by Antonio Hermida

Julho 3, 2009 em 4:05 am

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Naufraxio

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Pois tí chamas; veño a que me digas
en qué recanto da ribeira certa
hei de atracar a voz distas cantigas,
si a mar está, coma unha cuncha, aberta.

En balde esculcarás falas amigas,
agás a miña, que o teu corpo aperta
ceibámdote de afán, na roita incerta
onde levas sereas por aurigas.

Mais se has seguir a virazón do vento
e non escoitas meu amante acento
nin fitas o ronsel dos meus ardores,

vararei istes soños nunha praia,
e onde o levado mar pon súa raia
iránse asolagar nosos amores.

(X. M. Álvarez Blázquez)

Pois bem, depois de mais de 6 meses de olho nos posteres da Xunta de Galicia - que residiam pendurados nas paredes do Núcleo de Estudo de Galego da UFF -,   enfim os possuo. Eu poderia ter roubado? Sim! Mas, não! Esperei e, pedi e, ganhei. Pronto, fim.
Desde de uma palestra acerca da norma “curta” do português  onde, o professor Xoan Lagares, interviu falando do processo de construção da gramática galega ando meio tendencioso a ir embora para lá em algum momento da vida.

Em minhas palavras a coisa se deu assim: A Galícia não tinha uma gramática normativa logo, não tinha também, erros gramaticais (Ponto!). Daí, reuniram-se para decidir qual seria a forma “certa” de dizer determinadas coisas, tendo em vista que essa ou aquela palavra variava muito de um ponto a outro do país. Um dos critérios (e é aqui que eu me fico enamorado) foi: Palavra “tal” existe em 3 formas: A primeira forma parece muito com português; a segunda parece muito com espanhol, e a terceira meio que não parece muito nenhum dos dois. Esta fica como a “correta”!

Pablito, um grande comparsa que vem daquelas terras e, que garante que lá eu cntrontro meia dúzia com o mesmo sobrenome que detenho (ok, tendo em vista que o patriarca veio de lá … ) , se animou muito para traduzir alguns contos para galego. Ao que eu respondi que não tenho nada que preste e ao que ele respondeu que quando passasse a galego viraria outra coisa e essa coisa, quem sabe, poderia prestar. Se ele pensa ser filósofo, acho que está no caminho certo, já que conhece a terra e entende muitíssimo de jardins (o que requer contemplação e paciênca, igredientes comuns aos filósofos).  É claro que ele chegou a esses termos depois de uma Queimada, que se esticou até às 3 da manhã.

Torre de Hércules, marca da cidade de La Coruña, na Galícia

Written by Antonio Hermida

Julho 1, 2009 em 5:59 pm

Capítulo XVI – DEMASIADO AVENTUROSO PARA QUE POSSAMOS RESUMI-LO

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- Deliciosa vista, Sam – disse o Sr. Pickwick.
-Mais bonita que as chaminés da cidade – respondeu o Sr. Weller, levando a mão ao chapéu.
-Creio que você há de ter visto pouca coisa além de chaminés, tijolos e argamassa em sua vida,  Sam – disse o Sr. Pickwick, com um sorriso.
-Nem sempre fui engraxate, senhor – tornou o Sr. Weller, sacudindo a cabeça – Também já fui ajudante de carroceiro.
-Quando foi isso? – perguntou o Sr. Pickwick.
-Quando me atiraram de ponta cabeça no mundo, para brincar de esconde-esconde com as suas aflições - replicou Sam. -No começo, fui moço de carreiro; depois, de carroceiro, depois ajudante e, afinal, engraxate. Agora sou criado de um cavalheiro. Ainda hei de ser cavalheiro um dia, com um cachimbo na boca e um caramanchão nos fundos do jardim. Quem sabe? Eu mesmo não ficaria espantado.
-Você é um verdadeiro filóloso, Sam – acudiu o Sr. Pickwick.
-Acho que é mal de família, senhor – replicou o Sr. Weller. – Meu pai também exerce agora essa profissão. Quando minha madrasta o amofina, ele se põe a assobiar. Ela zanga-se e quebra-lhe o cachimbo; ele sai de casa e compra outro. Ela, então, cai num berreiro e tem acessos nervosos; ele se põe a fumar, tranquilamente, à espera de que ela torne a si. Isso é filosofia, não é, senhor ?
-Se não for, será, pelo menos, um bom sucedâneo dela – replicou o Sr. Pickwick, numa gargalhada.

(Dickens – As Aventuras do Sr. Pickwick)

Acordei – por assim dizer, já que mal dormi -, com esse trecho na cabeça. Aliás, desde que acordei algum tempo atrás, não consigo dormir. Cosas de la vida, como diria Maxi.

Written by Antonio Hermida

Junho 30, 2009 em 2:19 pm

15. Meu nome é Ester

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É o amor que torna a gente idiota ou só os cretinos se apaixonam? Eis aí um problema que minha longa prática de alcoviteira ainda não me permitiu resolver. Em todo caso, bem que gostaria de conhecer um casal – ou até uma pessoa apaixonada – que tenha se tornado mais inteligente, mais sensato e esperto do que era antes de se enfeitiçar. O que, em compensação, dou por certo é que não está verdadeiramente apaixonado quem não recorre às pequenas artimanhas, aos artifícios e ao embuste.

[...]

E ele então me pediu, dirigindo-me olhares de cortar o coração, para levar a carta que acabava de me entregar “o mais rápido possível”! Todos esses imbecis imaginam que o amor deles é uma urgência, que exige decisões rápidas; põem sua paixão em cima da mesa, de estalo, dando armas à crueldade do outro, o qual, se for esperto, saberá fazê-los mofar direitinho à espera da resposta. Moral: a pressa, num romance, retarda os frutos do amor.

Orhan Pamuk – Meu nome é Vermelho

Ao ler este trecho ontem, eu sorri, suspirei e pensei em voz alta: “Quanta verdade!”


[ ouvindo:   Alela Diane - White as Diamonds ]

Written by Antonio Hermida

Junho 28, 2009 em 11:04 pm